quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Detalhes

"Não adianta nem tentar me esquecer...
Durante muito tempo em sua vida eu vou viver...
Detalhes tão pequenos de nós dois, são coisas muito grandes prá esquecer e a toda hora vão estar presentes, você vai ver...
Se um outro cabeludo aparecer na sua rua e isto lhe trouxer saudades minhas, a culpa é sua! O ronco barulhento do seu carro, a velha calça desbotada ou coisa assim, imediatamente você vai lembrar de mim...
Eu sei que um outro deve estar falando ao seu ouvido palavras de amor como eu falei, mas eu duvido! Duvido que ele tenha tanto amor e até os erros do meu português ruim e nessa hora você vai lembrar de mim...
A noite envolvida no silêncio do seu quarto, antes de dormir você procura o meu retrato. Mas da moldura não sou eu quem lhe sorri, mas você vê o meu sorriso mesmo assim e tudo isso vai fazer você lembrar de mim...
Se alguém tocar seu corpo como eu, não diga nada. Não vá dizer meu nome sem querer à pessoa errada... Pensando ter amor nesse momento, desesperada você tenta até o fim e até nesse momento você vai lembrar de mim... 
Eu sei que esses detalhes vão sumir na longa estrada, do tempo que transforma todo amor em quase nada. Mas "quase" também é mais um detalhe, um grande amor não vai morrer assim, por isso de vez em quando você vai vai lembrar de mim...
Não adianta nem tentar me esquecer. Durante muito, muito tempo em sua vida eu vou viver
Não, não adianta nem tentar... me esquecer."


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Deslizes

"Não sei porquê insisto tanto em te querer, se você sempre faz de mim o que bem quer.
Se ao teu lado sei tão pouco de você, é pelos outros que eu sei quem você é...

Eu sei de tudo, com quem andas, aonde vais, mas eu disfarço o meu ciúme mesmo assim 
Pois aprendi que o meu silêncio vale mais e desse jeito eu vou trazer você pra mim...
E como prêmio eu recebo o teu abraço, subornando o meu desejo tão antigo,
E fecho os olhos para todos os teus passos, me enganando, só assim somos amigos...

 Por quantas vezes me dá raiva de querer, em concordar com tudo que você me faz,
Já fiz de tudo prá tentar te esquecer, falta coragem prá dizer que nunca mais...

Nós somos cúmplices, nós dois somos culpados. No mesmo instante em que teu corpo toca o meu já não existe nem o certo nem errado, só o amor que por encanto aconteceu...
E é só assim que eu perdôo os teus deslizes. E é assim o nosso jeito de viver,
E em outros braços tu resolves tuas crises,
Em outras bocas não consigo te esquecer."



Coração Pirata

"Quando a paixão não dá certo não há porque me culpar,
Eu não me permito chorar (Já não vai adiantar), e recomeço do zero sem reclamar.
O meu coração pirata toma tudo pela frente, mas a alma adivinha o preço que cobram da gente
E fica sozinha...
Levo a vida como eu quero, estou sempre com a razão,
Eu jamais me desespero, sou dono do meu coração.
Ah! O espelho me disse!
Você não mudou...
Sou amante do sucesso, nele eu mando, nunca peço. Eu compro o que a infância sonhou.
Se errar eu não confesso, eu sei bem quem eu sou... E nunca me dou!
Quando a paixão não dá certo não há porque me culpar
Eu não me permito chorar (Já não vai adiantar), e recomeço do zero sem reclamar.

As pessoas se convencem de que a sorte me ajudou
Mas plantei cada semente que o meu coração desejou
Ah! O espelho me disse!
VOCÊ NÃO MUDOU..."

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ainda as escolhas...

Eu disse uma vez e volto a repetir: a vida é feita de escolhas. Escolha bem ou escolha mal, escolha. E arque com as consequências disso.

sábado, 13 de novembro de 2010

Escolhas


A sensação que tenho às vezes é de que vim ao mundo para escolher. Certo ou errado, vim para escolher. E a cada escolha, me distancio mais da pessoa que realmente eu quero ser. Escolho viver, escolho morrer, não importa: sempre ficará a dúvida se optei pelo certo ou pelo errado.

A única escolha que não fiz foi a de nascer. De lá pra cá, já se vão 30 anos e eu ainda continuo escolhendo. Quando acordo, escolho entre ficar mais um pouco na cama ou levantar logo de uma vez. Quando preparo meu café, escolho pôr mais ou menos açúcar, sabendo que mais implica em menos saúde e menos implica em menos sabor. Só nesse simples ato – pôr mais ou menos açúcar numa simples xícara de café – estão duas escolhas cruciais em minha vida, que por si só terão resultados infinitos naquilo que chamo de “vida”. Quanto mais, mais problemas. Quanto menos, menos prazeres.

A partir daí, entro num infindável ciclo de escolhas que vão gerando conseqüências e por si mesmas outras escolhas. O próprio fato de escrever esse texto agora já é por si a escolha que fiz em escrever e depois publicar para que alguém (ou ninguém) lesse. E a própria razão de você ler isso foi uma escolha sua e não minha. Ou seja, determinamos as escolhas uns dos outros, sem parar.

Existem pessoas que não escolhem nada na vida, vivem esperando que os outros tomem as decisões por elas. Chamo esses indivíduos de “felizes”. Felizes porque não tem que sofrer o processo de escolha, de ponderar entre o certo e o errado. São criaturas que caminham sobre a terra com um ar de desdém em relação ao mundo. São felizes na medida em que quando olham pra trás, no passado da vida e simplesmente não sabem como chegaram até ali. E assim continuam vivendo, escolhendo não escolher.

Escolha viver, escolha morrer. Escolha entre o passado ou o futuro. Escolha agora ou em quem sabe Maio. Escolha o certo, o errado, não importa, mas por favor, escolha. O tempo passa rápido demais e talvez no final não tenhamos mais tempo pra isso.
 

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Chance


Passa o tempo, passam os dias e esse amor não morre em mim. E imagino que também não morra em você. Então porque lutamos contra isso? Não é ilógico que duas pessoas que se amem tanto não possam ficar juntas? Porque temos que conviver com as convenções sociais que nos impedem de ser felizes? A felicidade é única e exclusiva de quem a gera e não somos felizes à tempos. Amar é tão simples, porque dificultamos tanto? Porque é tão difícil a gente se encontrar e nos dar mais uma chance?
Eu quero que se explodam aqueles que nos recriminam. Esses sim são os falsos amigos. Amigos são os que nos querem bem e mesmo quando estamos fazendo algo que eles acham errado, nos dão suporte em nome da amizade. Eu quero que as famílias vão todas para o inferno! De que adianta respeitá-los sendo que às vezes eles são tão errados quanto nós. Suas vidas já estão vividas. E as nossas? Eu quero que as pessoas ao redor sumam, porque na hora em que estamos juntos, só existem duas pessoas unidas. Diante disso tudo, porque não podemos nos dar uma chance?
A vida é muito rápida. A vida é simplesmente muito efêmera. Um dia estamos aqui e no outro não. Como podemos conviver com essa distância entre nós sabendo que estamos vivos numa hora e na outra simplesmente podemos sumir? A dor de uma palavra que não foi dita na hora certa ecoa na eternidade. E eu não quero mais isso.
Orgulho. Acho que tudo não passa de orgulho bobo. Mas eu sou capaz de jogar meu orgulho fora. Rasgo meu peito e falo pras pessoas sem medo o que sinto se você vier comigo. Quantas vezes disse para recomeçarmos tudo em outro lugar? Quantas vezes? Eu não desisti facilmente de nada. Eu só desisti de lutar sozinho. Eu não digo que seja fácil, mas também não é impossível. A felicidade só pode acontecer se nós quisermos e isso basta.
Mesmo com tudo, mesmo contra tudo, mesmo passando por cima de tudo eu me disponho a lutar.
Já passei pela tempestade e cheguei do outro lado do mundo. Mas vim sozinho e estou aqui, esperando você. Você não precisa de mais desculpas, só precisa se levantar e vir aqui do meu lado. Tem doído muito não te ter aqui. Mas mesmo assim, por durante todo esse tempo eu te espero.
Fomos feitos um pro outro. Um dia te disse sobre almas gêmeas. E ainda acredito nelas.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Por quê?

Outra das "Cartas que eu nunca mandei". Essa é de 1999, tempo de faculdade, de Mirassolândia (eu era feliz e não sabia!). Escrevi parado na frente da casa de uma pessoa, num pedaço de caderno, debaixo de uma árvore, me escondendo da chuva. A idéia era colocar na caixa de correio para que ela lesse, mas a timidez foi muita. Hoje, passados 11 anos, me encontro na mesma situação. Zeus, como a história é cíclica e como a vida é irônica.


Por quê?

Por que é tão difícil?
Porque é tão complicado?
Porque tudo é assim extremo entre nós?
Porque é tão complexo a gente falar o que sente um pelo outro e porque sempre no final brigamos, ponto um ponto final em tudo?

Pra mim é tão simples falar que te amo.
Falo que te amo quando te vejo, ou quando ficamos nos olhando naquele espaço de tempo depois do beijo. Pra mim não há vergonha alguma.
Falo que te amo em público, não me importa a senhora e a criança no banco do lado,
Falo que te amo porque te amo e pronto. E isso é assim, mais forte que eu.

Mas porque você não?
O que eu te faço de tão ruim pra não me querer?
O que eu desperto em você que me rejeita tanto?
Porque a vergonha de ficar do meu lado de mão dada? Exploda-se o mundo! O que devemos?
Porque o medo abissal da reação dos outros como se outros precisassem aprovar?

Me sinto um lixo, um nada, um amontoado de carne que anda, fala, ri e chora
Tô aqui sentado, na porta da sua casa, escrevendo essas bobagens, te perguntado o porquê de tudo, mesmo sabendo que a resposta não vai aparecer.
Você não vai abrir a porta e me dar os porquês,
porque os porquês não existem.
São falsos.
Inconsistentes.

Hoje eu só precisava de você comigo pra te falar e rir o quanto fiquei feliz
Mas não tem porquê.
Chega! Cansei! Vou pra casa...
Procurar alguém que me dê respostas.


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

FIM


Da série “cartas que nunca mandei”. Escrevi esta numa madrugada, em setembro de 2007, uma das piores fases da minha vida. Achei esse texto porque ouvi a música esses dias:

"Eu queria que as coisas fossem exatamente do jeito que as pessoas gostariam que fosse. Mas não são. Ninguém controla seus próprios sentimentos e eu, um reles mortal, também não.

Eu queria mesmo poder agradar as pessoas, sentir na mesma intensidade o que elas sentem, mas não consigo. Diante do meu passado, de tudo aquilo que já fui ou vivi, sou hoje um completo vazio, um oco que nunca há de ser preenchido. “Sou apenas a sombra do homem que um dia fui e parece não haver saída disso para mim. Sou apenas pedaços do homem que eu era”.

Não queria nada disso, não planejei nada disso, mas simplesmente acabou. Da mesma forma como veio foi, inesperado, intenso definitivo. O tempo que eu achei ser suficiente não serviu de nada e hoje, ao olhar pra trás, não reconheço meus passos. Tenho a nítida impressão de não saber de onde vim nem de como tudo começou. Me sinto perdido, funcionando no piloto automático, simplesmente chamando de vida o que acontece entre acordar e dormir.

A cada dia que passa a escuridão que se aproxima chega mais perto da minha alma e o destino que está reservado pra mim se torna mais real. Não há como fugir, não há como lutar. Eu queria mesmo ser comum, ter uma vida comum, amar como qualquer outro. Mas parece que isso não é pra mim, nunca foi. Me desculpa por fazer perder o seu tempo lendo essas bobagens sentimentalóides, mas a vida é assim e eu não tenho mais como lutar contra.

Cada qual escolhe suas próprias escolhas. Eu fiz as minhas. Certas ou erradas, eu fiz. E eu tentei. Mas ninguém controla o que sente. Espero que entenda".

É isso aí. Espero que  entenda.

terça-feira, 13 de julho de 2010

VILÕES

Sempre gostei dos vilões. Sempre torci pelos vilões. Quando era criança, assistia filmes só pra saber quem eram os vilões, como eles agiam e obviamente, como eles morriam no final. Posso dizer que sou especialista em vilões e suas vilanias. O lado do mal sempre me atraiu mais.

Os vilões normalmente são odiados. Pra mim, eles são incompreendidos. Os heróis, os “mocinhos”, quase sempre são responsáveis pela origem dos vilões e no final, acabam se dando bem. Já os vilões vão pra cadeia, são mortos ou caem em precipícios. Clichês do cinema que passam os anos mas não mudam.
Alguns vilões são tão antológicos que acabam sendo maiores do que seus filmes. Darth Vader, por exemplo, é sem sombra de dúvida o maior vilão da história do cinema.  Acontece que hoje, conhecendo a história como conhecemos, descobrimos que ele não passa de um pai que amou demais sua mulher e não teve a chance de conhecer seus filhos. Na infância, o jovem Anakin Skywalker queria ser um piloto, não um vilão terrível. A vida o fez ser assim. Os acontecimentos o levaram a se tornar frio e cruel. No final, descobrimos que tudo o que ele fez foi por amor e ódio de si mesmo. Ele nunca quis ser o vilão. Ele não teve escolha.

De uns tempos pra cá tenho pensado bastante nisso: a vida nos leva a desempenhar esses papéis. Enquanto os mocinhos fazem festa, curtem a vida, abusam de tudo e de todos, os vilões ficam lá, quietos, reprimidos, amargurando suas dores infinitas. Daí de repente, a vida parece dar uma chance ao vilão, uma oportunidade de ele se redimir, ser um cara legal. Porém, quando ele pensa que vai começar a viver, ter um pouco de felicidade, aparece novamente o herói e tudo se acaba. Seja numa briga ou seja roubando a mocinha, o herói se dá bem e o vilão volta pra sua caverna pra jurar ódio eterno ao mundo.

Estou percebendo que hoje, na sociedade moderna, as medidas estão erradas.  Quem trai, quem rouba a namorada do outro, que sacaneia alguém, quem mente, quem vai pra uma balada, bebe, toma drogas e tenta beijar uma menina à força, quem humilha as pessoas ou quem agride (seja física ou verbalmente) é o mocinho da história. O vilão é aquele que passou por todas essas agruras em silêncio, quem suportou tudo isso de boca calada. Este é o vilão! Ah os vilões, esses monstros! Criaturas das sombras, ardilosas, que planejam a vida inteira contra os jovens e bonitos mocinhos, malhados em educação física. E o pior: as mocinhas preferem os mocinhos! Os vilões merecem o desprezo.

É bem verdade que minha vida inteira eu fui o vilão da história. Sempre. Nas oportunidades em que imaginei estar tudo bem, tudo certo, vinha a vida e levava tudo. Ou então aparecia um mocinho e salvava o dia sem desmanchar o topete. Fui aprendendo a ser assim, a viver com o desprezo, a rejeição, a ignorância. Viver no escuro. Sempre foi assim.

Hoje eu não acho que os vilões sejam tão maus. Cada um tem um motivo pra ser o que é. O que acontece é que eu já não tenho mais força pra deixar de ser vilão. Me conformei com a ideia. Só penso que um dia desses, como no final de todo bom filme, eu não caia num precipício. No máximo volte pro meu laboratório, pra tentar dominar o mundo no dia seguinte.


sábado, 10 de julho de 2010

"Viva"

Publiquei esse texto no começo desse ano. E nada melhor que um momento como esse pra republicá-lo.

A vida não é justa. Nem engraçada. Nem nada. A vida é a vida e ela simplesmente passa. O grande problema da vida somos nós mesmos. Nós é que dificultamos o ato de viver.
Tornamos nossos dias insuportáveis com nossos egoísmos. Mas daí um dia a vida passa. E a gente se dá conta do tempo que perdeu. Das chances que perdemos, das coisas que podíamos ter feito.
Porém...
Sempre há tempo de "viver" a vida que escolhemos. A vida é feita de escolhas. Mas quem é que disse que temos que ser escravos de nossas escolhas? Não é porque eu escolhi algo errado que tenho que persistir no erro, tenho que sofrer com esta escolha. Basta eu simplesmente “desescolher” as minhas próprias escolhas, e colocar tudo no eixo, como era antes e como eu realmente queria que fosse. Sei que não é simples. Pra isso, é necessário
CORAGEM. Coragem de enfrentar família, amigos, emprego, tudo! Se você realmente quiser, nada há de impedir. Basta QUERER.
Sua vida quem vive, única e exclusivamente, é você. Só depende de você mudar ou se conformar.
E o conformismo é um ácido corrosivo que destrói tudo o que encosta. Imagino que o grande problema das pessoas hoje em dia é o conformismo. Nos conformamos com tudo: com a conta do celular que veio alta, com a corrupção na política, com a violência na esquina, com o preço das coisas. Nos conformamos até mesmo que somos conformados e, conformadamente vivemos nossas vidas mesquinhas. Falta de coragem, falta de querer, falta tudo.
De nada adianta viver uma vida se ela for vazia e sem graça. De nada (absolutamente), de nada adianta viver algo só por viver. Se não for pra valer a pena, não viva. Bote uma bala na cabeça e nos deixe em paz. O mundo quer gente que viva, não que sobreviva.
Ontem assisti um filme e o personagem principal, em sua quarta ou quinta frase diz empírica e enfáticamente: “Força e honra”. Um belo filme. Uma bela frase. Uma péssima idéia. Uma ótima forma de viver.

Viva. Da melhor maneira possível.


quinta-feira, 3 de junho de 2010

Gollum's Song

Where once was light, now darkness falls
Where once was love, love is no more
Don't say goodbye, don't say I didn't try
These tears we cry are falling rain 

or all the lies you told us, the hurt, the blame
And we will weep to be so alone
We are lost, we can never go home


So in the end I'll be what I will be
No loyal friend was ever there for me
Now we say goodbye, we say you didn't try
These tears you cry, have come to late
Take back the lies, the hurt, the blame
And you will weep when you face the end alone
You are lost, you can never go home
You are lost, you can never go home



Why Does My Heart Feel So Bad?

Why does my heart feel so bad?
Why does my soul feel so bad?
These open doors
These open doors
 

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Evidências

"Quando eu digo que deixei de te amar, é por que te amo. Quando eu digo que não quero mais você, é por que te quero. Eu tenho medo de te dar meu coração e de confessar que estou nas tuas mãos. Mas não posso imaginar o que vai ser de mim se eu te perder um dia.
Eu me afasto e me defendo de você, mas depois me entrego. Faça tipo, falo coisas que eu não sou, mas depois eu nego. Mas a verdade é que eu sou louco por você e tenho medo de pensar em te perder. Eu preciso aceitar que não dá mais para separar as nossas vidas
E nessa loucura de dizer que não te quero vou negando as aparências, disfarçando as evidências, mas para que viver fingindo se eu não posso enganar meu coração. Eu sei que te amo! Chega de mentiras, de negar meu desejo, eu te quero mais do que tudo, eu preciso do teus beijos, eu entrego a minha vida para você fazer o que quiser de mim. 

Só quero ouvir você dizer que SIM! Diz que é verdade, que tem saudade, que ainda você pensa muito em mim. Diz que é verdade, que tem saudade, que ainda você quer viver pra mim."

Composição: Jose Augusto / Paulo S. Valle